A Associação Rede Cananéia é uma organização de sistema em Rede que tem a missão de apoiar, fortalecer e integrar grupos e organizações de Cananeia, com vistas ao desenvolvimento local sustentável e a valorização das identidades culturais. Atualmente são 17 entidades participantes. Este blog pretende ser uma rede de informações do terceiro setor do município de Cananéia - SP - Vale do Ribeira - Brasil.
quarta-feira, 26 de novembro de 2014
Cananéia Arte e Fibras realiza Oficinas junto a alunos da Escola Deborah
Associação Rede Cananéia: 10 anos vivendo em Rede


Em 18 de outubro de 2004 foi fundada a Associação Rede Cananéia, por pessoas que tinham um histórico de atuação em organizações do terceiro setor do município de Cananéia, entre elas estavam: Marcos Campolim que na época trabalhava na AMBIO, Marcelo Ribeiro que atuava na Gaia Ambiental e na AMPEC, Daniela Di Grazia também representante da Gaia Ambiental e da CATIVAR - Cooperativa de Assessoria Técnica Integral do Vale do Ribeira, Francisco de Sales Coutinho (Chico Mandira) que atuava na REMA – Associação da Comunidade Remanescente de Quilombo da Reseva Extrativista do Mandira e na COOPEROSTRA - Cooperativa de Produtores de Ostra de Cananéia, Wagner R. Klimke que representava a Colônia de Pescadores Z-9 "Apolinário de Araújo", Amir Oliveira que atuava na ARACAN - Associação da Rua do Artesanato de Cananéia, Ezequiel de Oliveira da AMOMAR - Associação de Moradores do Marujá, Gislaine Filla do IPeC – Instituto de Pesquisas Cananéia e Luzinete Nunes que atuava na AMOAMCA – Associação de Monitores Ambientais de Cananéia e Juliana Greco Yamaoka, que integrou a Gaia Ambiental, a partir de um projeto chamado “Projeto Rede Cananéia – Apoio à Integração de Lideranças do Complexo Estuarino Lagunar de Cananéia”, que tinha 36 meses para a estruturação e fortalecimento desta rede de lideranças locais, sendo iniciado em fevereiro de 2005.
A motivação que inspirava este grupo de pioneiros era formar uma rede de pessoas com atividades diferentes no território de Cananéia, para compartilharem experiências e dificuldades, a fim de fortalecer as iniciativas neste território. Tinha-se como missão institucional na época, “Promover a integração do 3º setor em Cananéia, fortalecendo as ações de suas entidades congêneres, trabalhando de maneira sinérgica o desenvolvimento local sustentável em sua concepção mais ampla”.
Os tipos de apoio para as lideranças eram: Capacitação; Intercâmbios; Eventos; Campanhas; Participação em esferas formais de gestão; Conciliação do conhecimento técnico e saberes tradicionais; Infraestrutura e material de apoio; Assessoria técnica aos projetos.
Já as propostas de esferas de gestão participativa eram:
- Conselho de Apoio à Gestão (consultivo) – composto por três líderes AVINA e tem por função assessorar o planejamento, supervisionar e validar recursos para a liberação de verbas.
- Conselho Orientador (consultivo) – com uma proposta inicial de composição por oito atores sociais da região dentre eles representantes dos três setores da sociedade, poder público, iniciativa privada e sociedade civil organizada.
- Assembleia da Rede Cananéia (deliberativo e executivo) – composto pelos associados da Rede Cananéia.
No início a sede estava localizada na Rua Clodovel José de Lima, 506 – Morro São João, residência de um dos membros da Rede Cananéia. Em 2005, locou-se a sede em frente ao Fórum de Cananéia, na Rua Pero Lopes, até a construção da sede própria.
terça-feira, 11 de novembro de 2014
Comunidade do Mandira realiza parceria para a construção de moradias





A Comunidade do Mandira realizou, com sucesso, o evento de assinatura da contratação de 29 Unidades Habitacionais no Quilombo Mandira, pelo Programa Nacional de Habitação Rural (PNHR), realizado no dia sete de novembro, sexta-feira, na Comunidade Quilombola do Mandira, após alguns meses de correria para recolher a documentação necessária para alcançar mais esta conquista.
“Ficam aqui nossos sinceros agradecimentos a todos os parceiros envolvidos, ITESP – Instituto de Terras do Estado de São Paulo, Prefeitura Municipal de Cananéia e, principalmente, a Instituição Madre Terra, que nos trouxe esta oportunidade. Agora entraremos na fase de construção das moradias, e logo-logo nova cerimônia, para inauguração das casas”, comenta Sidnei Coutinho.
quinta-feira, 6 de novembro de 2014
Associação de Cultura Caiçara Cananéia - ACUCA Valorizando a cultura popular
Por Fernanda Martins








Em 24 de junho de 2005 foi reunido um grupo de amigos para fomentar a cultura na cidade de Cananéia/SP, sendo denominada como ACUCA - Amigos da Cultura Caiçara.
Os trabalhos foram tomando maior dimensão e em 15 de março de 2010 a ACUCA - Associação de Cultura Caiçara Cananéia, foi formalizada como uma entidade do 3° setor, sem fins lucrativos ou político partidários, que pretende fomentar a ação cultural dentro do município. Em 16 de Dezembro de 2013, conforme a Lei Municipal N° 2.214/2013 é declarada Utilidade Pública Municipal.
Os objetivos da ACUCA são promover a integração do 3° setor em Cananéia; apoiar e fortalecer as iniciativas e projetos de lideranças locais e comunidades caiçaras; incentivar a formação e participação de lideranças locais em esferas formais de gestão; incentivar o compromisso cultural do setor privado e suas relações comerciais com as comunidades caiçaras e desenvolver ações em suas áreas prioritárias como a organização comunitária, pesquisa, artesanato, resgate cultural e conservação do patrimônio histórico.
Dentre suas ações estão:
• Participação nas edições do "Revelando São Paulo" nas cidades de Iguape (Vale do Ribeira), São José dos Campos (Vale do Paraíba) e São Paulo (Capital);
• Participação nas edições do "Resgatando o Vale", na cidade de Ilha Comprida;
• Participação nas edições do "Mercado Paulista Solidário", realizado de forma itinerante em todo o Vale do Ribeira;
• Realização da Malhação de Judas em nível local;
• Realização das Domingueiras de Fandango na cidade de Cananéia;
• Realização de exposição de artesanato e apresentações culturais junto a Escolas Públicas e Particulares, Eventos Públicos, Festas Tradicionais;
• Realização de Oficinas de Fandango Caiçara e Artesanato em parceria com o Grupo de Fandango Batido São Gonçalo.
Participação Social:
• Membro da Comissão Paulista de Folclore;
• Membro do Conselho Municipal de Políticas Culturais;
• Membro do Conselho Municipal de Segurança;
• Membro da Associação Rede Cananéia;
• Membro do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente.

Breve histórico da folia do Divino em Cananéia
Por Amir Oliveira Garcia Filho e Neyton João Pontes
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Trazida pela rainha Isabel de Portugal no século XVII, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas manifestações religiosas do Brasil.
A Bandeira, junto com a Festa do Divino, é uma das mais antigas expressões da nossa cultura e religiosidade, trazida pelos colonizadores portugueses.
Quando o povo fala de “O Divino” sem explicar o uso dessa expressão, está presente que se trata do espírito Santo do sinal da cruz.
A visita da Bandeira do Divino aos bairros rurais e aos sítios do interior das paróquias é um tempo de profunda vivência religiosa quando a família convida os foliões a entrar na casa com a Bandeira, enquanto, todos ouvem com muita devoção a cantoria dos foliões e prestam sua veneração à Bandeira, beijando as fitas ou a pombinha que está afixada no topo da Bandeira vermelha e representa o Divino.
Em seguida o povo dá sua oferta, antigamente “in natura” com produtos da lavoura, hoje mais em dinheiro. Há pessoas que fazem questão de fixar a cédula de sua oferta a uma das fitas. Depois, a família oferece café e alguma comida aos foliões e alguma coisa como balas ou bolo aos devotos que acompanham a Bandeira de casa em casa enquanto ela está no bairro. Na casa onde almoçam, os foliões possam muito bem, melhor ainda na casa onde pousam à noite. Nessa casa, a Bandeira é coberta com um pano vermelho e encerrada em lugar protegido.
Este rito solene de encerrar a bandeira, provavelmente tem a ver com o fandango que ocorria nas casas onde os foliões pousavam. Quem não gostaria de participar de um fandango por tão bons músicos?! Mas a Bandeira era coberta, separando, deste modo tradicional respeitoso, o sagrado do mundano. Dessas coisas, o povo não fala, mas todo mundo sabe que “deve ser feito assim”.
A despedida da Bandeira é outro momento cheio de devoção e respeito. Depois da cantoria da despedida, os moradores da casa beijam a Bandeira e os foliões partem para a próxima casa onde foram convidados ou se despedem no porto para pegar o barco – antigamente eram sempre canoas a remo – para viajar ao próximo bairro.
Essa festa riquíssima em tradição, sentimentos e gestos religiosos é muito antiga e ficou guardada com profundo respeito desde as tradições trazidas pelos portugueses que nos primeiros séculos da colonização ainda guardavam a religiosidade medieval do sul da Europa. Esta parte da Europa não tinha sofrido a influência da reforma protestante, assim que o Concílio de Trento (1545 – 1563) de início não atingiu a religiosidade católica da península ibérica nem suas colônias. A Bandeira do Divino sai em Cananéia da Igreja Matriz para os bairros e os sítios do interior do município. Esta despedida deve ser feita a cada ano, no dia três de maio (antigamente, dia da exaltação da Santa Cruz).
Acontecem Oficinas de Romaria na Casa do Fandango, às segundas-feiras, às 19h, com o Grupo de Fandango Batido São Gonçalo. Participe!
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Trazida pela rainha Isabel de Portugal no século XVII, a Festa do Divino Espírito Santo é uma das mais antigas manifestações religiosas do Brasil.
A Bandeira, junto com a Festa do Divino, é uma das mais antigas expressões da nossa cultura e religiosidade, trazida pelos colonizadores portugueses.
Quando o povo fala de “O Divino” sem explicar o uso dessa expressão, está presente que se trata do espírito Santo do sinal da cruz.
A visita da Bandeira do Divino aos bairros rurais e aos sítios do interior das paróquias é um tempo de profunda vivência religiosa quando a família convida os foliões a entrar na casa com a Bandeira, enquanto, todos ouvem com muita devoção a cantoria dos foliões e prestam sua veneração à Bandeira, beijando as fitas ou a pombinha que está afixada no topo da Bandeira vermelha e representa o Divino.
Em seguida o povo dá sua oferta, antigamente “in natura” com produtos da lavoura, hoje mais em dinheiro. Há pessoas que fazem questão de fixar a cédula de sua oferta a uma das fitas. Depois, a família oferece café e alguma comida aos foliões e alguma coisa como balas ou bolo aos devotos que acompanham a Bandeira de casa em casa enquanto ela está no bairro. Na casa onde almoçam, os foliões possam muito bem, melhor ainda na casa onde pousam à noite. Nessa casa, a Bandeira é coberta com um pano vermelho e encerrada em lugar protegido.
Este rito solene de encerrar a bandeira, provavelmente tem a ver com o fandango que ocorria nas casas onde os foliões pousavam. Quem não gostaria de participar de um fandango por tão bons músicos?! Mas a Bandeira era coberta, separando, deste modo tradicional respeitoso, o sagrado do mundano. Dessas coisas, o povo não fala, mas todo mundo sabe que “deve ser feito assim”.
A despedida da Bandeira é outro momento cheio de devoção e respeito. Depois da cantoria da despedida, os moradores da casa beijam a Bandeira e os foliões partem para a próxima casa onde foram convidados ou se despedem no porto para pegar o barco – antigamente eram sempre canoas a remo – para viajar ao próximo bairro.
Essa festa riquíssima em tradição, sentimentos e gestos religiosos é muito antiga e ficou guardada com profundo respeito desde as tradições trazidas pelos portugueses que nos primeiros séculos da colonização ainda guardavam a religiosidade medieval do sul da Europa. Esta parte da Europa não tinha sofrido a influência da reforma protestante, assim que o Concílio de Trento (1545 – 1563) de início não atingiu a religiosidade católica da península ibérica nem suas colônias. A Bandeira do Divino sai em Cananéia da Igreja Matriz para os bairros e os sítios do interior do município. Esta despedida deve ser feita a cada ano, no dia três de maio (antigamente, dia da exaltação da Santa Cruz).
Acontecem Oficinas de Romaria na Casa do Fandango, às segundas-feiras, às 19h, com o Grupo de Fandango Batido São Gonçalo. Participe!
Encerramento do Projeto Prevenção e Vida Escola do Ariri
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