terça-feira, 19 de outubro de 2010

Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias 2010

Letícia Quito Pelo oitavo ano consecutivo, o Instituto de Pesquisas Cananéia (IPeC) esteve frente à organização do Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias na região de Cananéia. Trata-se de um dos maiores eventos de conscientização ambiental que mobiliza milhões de pessoas em mais de 100 países ao redor do mundo. Este ano, o evento ocorreu no dia 25 de setembro, completando seu 25º ano de existência.
O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias (DMLRP) é o nome dado para o “International Coastal Cleanup Day”, ação promovida pela organização norte americana “The Ocean Conservancy”. Sua realização no Brasil se dá por meio da articulação entre organizações governamentais, ONGs, empresas, escolas, universidades, prefeituras e voluntários de modo geral. Neste ano, mais de 10.000 voluntários se mobilizaram para o evento em 20 Estados do País. As ações de limpeza aconteceram em cerca de 130 locais, entre praias, rios, manguezais, ilhas, lagos, represas e trilhas.
Na região de Cananéia, a limpeza ocorreu nas Praias da Ponta da Trincheira (Ilha Comprida) e Itacuruçá (Ilha do Cardoso). A ação foi possível graças ao apoio de diferentes instituições e estabelecimentos comerciais que colaboraram com a doação de material para a coleta do lixo tais como sacos de lixo, luvas de borracha e balanças para pesagem do material e também pela doação do lanche fornecido aos voluntários. Além disso, através da parceria estabelecida com o Parque Estadual da Ilha do Cardoso (PEIC) e Escunas Lagamar, duas embarcações foram disponibilizadas para o transporte dos voluntários até os locais de coleta do lixo.
Nem o mau tempo desanimou os sessenta voluntários, entre estudantes do ensino fundamental e médio, pesquisadores do IPeC e moradores locais, que se reuniram às 8:00 horas da manhã no Trapiche Municipal de onde saíram rumo ao mutirão de limpeza. Cerca de 610 kg de lixo foram coletados, sendo 410 kg retirados da Ilha do Cardoso e 200 kg da Praia da Ponta da Trincheira. Houve destaque para itens como redes e cordas utilizadas por embarcações, bóias de isopor, plásticos duros e garrafas pet. Todo o lixo coletado foi separado e pesado, sendo estes dados registrados em planilhas padronizadas enviadas à “Ocean Conservancy” a fim de produzir relatórios únicos por estado e por país, que irão, finalmente, compor um relatório mundial chamado “Marine Debris Index”. Os relatórios produzidos procuram fornecer um roteiro para a eliminação dos detritos marinhos, promover mudanças de comportamento e fornecer subsídios para a melhoria de políticas públicas. Os relatórios e recomendações ficam disponíveis no website www.oceanconservancy.org.
Os mutirões de limpeza oferecem às pessoas a oportunidade de atuar na sua comunidade e fazer parte de um esforço global. É importante ressaltar, entretanto, que estas são ações simbólicas e pontuais que contribuem, principalmente, para alertar e sensibilizar os participantes sobre os problemas decorrentes da poluição marinha. Nas palavras do coordenador nacional do DMLRP, Caio Marco Antonio, da ONG ASSU-Ubatuba: “Limpar simplesmente não resolverá o problema. Desde o design do produto à redução de embalagens, todos temos um papel a desempenhar em manter nossos oceanos limpos e eliminar os detritos marinhos. Precisamos evitar a geração de lixo na fonte, trabalhar com as empresas para reduzir sua pegada de embalagem, chamar governos para as políticas públicas consistentes sobre os detritos marinhos, alertar as pessoas sobre a necessidade de reutilização e destinação correta de seu lixo. O Dia Mundial de Limpeza de Rios e Praias é apenas um dos passos para encontrar soluções. Com a publicação dos dados e pesquisas desenvolvidas a partir deste evento, é possível ajudar agências governamentais a obterem melhores ferramentas de trabalho e financiamento para implementar soluções e minimizar a pressão imposta a saúde dos nossos oceanos”.
Assim, fica clara a necessidade de promover e incrementar, paralelamente às ações de limpeza, atividades de educação e conscientização ambiental em todo o planeta, para que a problemática da poluição ambiental pelo lixo possa chegar mais perto de uma solução.
Como fechamento das atividades do DMLRP, o Ponto de Cultura “Caiçaras” do IPeC promoveu uma festa de confraternização na Praça Teodolina Gomes, onde ocorreu exibição de vídeos e apresentação multimídia sobre as questões do lixo marinho, reciclagem e assuntos relacionados. A atração principal da festa foi uma apresentação de músicas embaladas pela DJ Evelyn.

Iguape receberá a Campanha Itinerante da Marinha do Brasil

A Marinha do Brasil estará no município de Iguape entre os dias 19 e 23 de novembro próximo para realização da Campanha Itinerante para regularização de documentos de embarcações e carteiras de piloto amador.
Os interessados deverão comparecer à Praça da Basílica, em frente à Câmara Municipal de Iguape, munidos dos documentos descritos abaixo.
A Campanha da Marinha atenderá pescadores de toda a região e contará com o apoio da Colônia de Pescadores Z-7 de Iguape, Área de Proteção Ambiental (APA) Marinha do Litoral Sul e Prefeitura Municipal de Iguape.
Documentação Necessária
Regularização dos documentos de embarcações: Guia paga do Seguro Obrigatório; Nota Fiscal da embarcação e do motor (ou documento anterior do barco em caso de renovação); cópia autenticada da Carteira de Identidade e do CPF ou CNPJ (em caso de pessoa jurídica) e cópia do comprovante de residência, podendo ser água, luz ou telefone. Caso o documento do barco esteja em nome de parentes, apresentar documento que comprove laços familiares.
Requerimento de inscrição de piloto amador: Cópia autenticada da carteira de identidade e CPF; Atestado médico que comprove bom estado psicofísico, incluindo limitações, caso existam; Guia de recolhimento GRU (poderá ser pago no dia da Campanha); Cópia do comprovante de residência (conta de água, luz ou telefone);
O objetivo desta ação é regularizar embarcações de pesca e habilitar pilotos amadores da região. Para mais informações, entrar em contato com a Colônia de Pescadores Z7 de Iguape através do telefone (13) 3841.4661 ou na APA Marinha do Litoral Sul pelos telefones (13) 3851.1163 ou 3851.1108.

Rede Cananéia e Produtos em Rede marcam presença no I Fórum Paulista de Agroecologia em Araras/SP

Juliano Silva do Nascimento & Mayra Jankowsky O cenário da Agroecologia no Estado de São Paulo apresenta características e contradições bastante peculiares, dada a forte presença da produção convencional dos setores canavieiro, citrícola, da pecuária extensiva e da indústria de papel e celulose, ao mesmo tempo em que vem sendo realizado um significativo conjunto de projetos e programas de pesquisa, desenvolvimento e inovação voltados para o fortalecimento da ciência agroecológica e das experiências agroecológicas no âmbito da agricultura familiar. Neste contexto a Agroecologia vem a somar na luta contra o modelo do agronegócio com sua contribuição para um novo desenvolvimento mais justo e sustentável.
Com o propósito de aglutinar pessoas das diversas áreas que estão diretamente envolvidas com esse novo paradigma da produção agrícola paulista ocorreu nos últimos dias 13, 14 e 15 de outubro o I Fórum Paulista de Agroecologia no município de Araras/SP, no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).
O evento foi organizado pela Articulação Paulista de Agroecologia (APA), Programa de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Rural (PPGADR) da UFSCar, Instituto de Economia Agrícola (IEA), Embrapa Meio Ambiente, Instituto Giramundo Mutuando e outras instituições.
O encontro contou com a participação de agricultores, extensionistas, acadêmicos, membros de ONG’s e afins. A Rede Cananéia esteve presente nesta atividade, além de representantes do SINTRAVALE - sub-sede Cananéia e da Associação dos Moradores do Pontal de Leste, assim como os Produtos em Rede também marcaram presença na feira de “Saberes e Sabores”, que ocorreu durante a programação do Fórum, através da exposição e comercialização de produtos oriundos da agricultura familiar e artesanato de Cananéia, confeccionados por membros dos da Rede Cananéia. Os participantes avaliaram que a experiência foi positiva pela troca de conhecimentos, visto que os mini-cursos e oficinas foram os momentos mais proveitosos, devido ao espaço para o diálogo, nesta medida, as trocas podem trazer resultados mais concretos, como a aproximação da Rede Jussara e outros grupos que trabalham com sementes crioulas.